COMO SAIR DE NÁRNIA?
Hello ladys and fellas! Aqui estamos de volta para mais um capítulo deste blog. É claro que como nós estamos contando nossas experiências, nada melhor que começar do início, certo? (certooo!)
O primeiro passo para que você comece a ser você mesmo, que você começa a sentir que pode controlar sua vida é saindo do armário. Eu sei, eu sei, dá medo, e você acaba se acostumando com o cheiro de mofo, mas é preciso de alguma forma para que você não acabe ficando na fase "sou hetero curioso", e crie uma postura de verdade. Bom, existe a opção de você acabar casando com uma Rosângela, ter filhos e um dia ser encontrado por ela na cama, você e seu suposto melhor amigo Arnaldo. Ou talvez você queira ter 40 anos e ficar entrando no chat pra sair com caras 20 anos mais novos? Então se apresse amiga, porque a festa já começou e você ainda não escolheu seu calçado.
Então vamos à parte prática.
Primeiramente, sair do armário não significa colocar seus saltos e gritar ao mundo que você é uma diva no mundo paralelo (não, não chega nem perto). Sair do armário é, antes de tudo, se aceitar. Não é nem um pouco fácil e poderá demorar um tempo. Não se apresse, e não o faça por pressão. Espere você se sentir confortável, ter certeza de que é a hora certa.
Parece fácil dizendo, mas realmente envolve muitas situações e pessoas. O importante é jamais deixar de ser quem você é pela opinião alheia. Estamos chegando num momento em que ser diferente também é ser igual. padrões estão sendo quebrados. A união civil entre pessoas do mesmo sexo existe e é legal.
Existem barreiras sim. Existirá medo e resistências. Os pais não sonham com filhos gays. Mas eles amam. E se não aceitarem agora, haverá um tempo que isso irá mudar. Sua vida é mais importante que a opinião alheia. Sua felicidade é mais importante.
No meu caso, eu demorei alguns anos para poder começar a entender que o que eu sou não é errado, pecado, diferente no sentido negativo. Primeiramente comecei pelo lado que não poderia ser dito como correto. O chat. Não é lá que você vai encontrar pessoas super decentes, mas foi um escape no início. Um ano se passou e eu havia feito duas amizades. A partir desse momento, comecei a deixar de pensar que estava sozinho. Foi o meu primeiro passo.
Eu comecei a mudar meus princípios, meus conceitos e isso foi muito, mas muito difícil. É como se tivesse criando um novo ponto de vista para o mundo. E isso muda toda a sua vida. Parece difícil no começo, mas eu comecei a perceber o quando era comum ser uma pessoa gay. Não foi só eu que mudei, mas é como se abrisse os olhos para algo que você teimava enxergar. Era natural e eu não sabia. Eu forçava não saber. Ë realmente como tirar um peso incrível das costas.
O mais importante é que quando você começar a se aceitar, você não estará mais sozinho. Acredite! Há milhares de pessoas à sua volta com segredos iguais aos seus e elas estão seguindo o mesmo caminho que você. É possível que você perca amizades, mas sendo clichê ou não, a verdade é que seus verdadeiros amigos te aceitarão. Mesmo não compreendendo, te aceitarão. e Você fará novas amizades, pode ter certeza.
Mais que isso, será um novo capítulo da sua vida. O capítulo do "eu verdadeiro". O capítulo do "eu sou o que sou".
E lembrem-se, todas vocês são divas! Divas lindas e magavilhosass! Como Paola Bracho falou - Isso não é nada queridinha... eu pretendo ir mais longe!
Dizem por aí...
terça-feira, 13 de março de 2012
domingo, 4 de março de 2012
E então um dia...
mais preciso hoje, dia 03/05/2012, que tive um daqueles momentos em que dois neurônios se ligam e formam uma considerável boa idéia (digo isso, na minha cabeça). Essa idéia, já afirmo agora bitches, foi antes de eu ter visto o filme vidas cruzadas (the help, pra quem é chic), e confesso que depois de ter assistido ele, apenas me deu mais vontade de concretizar a grande e boa idéia (ainda na minha cabeça).
Cria um blog hoje em dia é tão comum quanto mandar sms. Todo mundo quer se expressar de alguma forma, quer se expor, compartilhar, mostrar uma opinião, e até, ajudar. Bom, aqui estamos nós, ou por enquanto, ainda eu, querendo mostrar algo que já pode ter sido visto em outros blogs. Talvez não seja nenhum pouco original, mas também não é algo tão comum assim. Eu sou um garoto (olá!), comum, que viaja, gosta de praia, ler, sair com os amigos, provocar vexame com bebida, ou rir do vexame dos outros, beijar, ficar, rir, enfim, como qualquer outro garoto, porém com uma exceção. Eu gosto de garotos. Beleza, hoje em dia não é tão incomum também. Quem não gosta, certo? Fora os caras heteros, o resto do mundo gosta, não é?
Acho que o melhor jeito de poder explicar qual o objetivo que estamos criando esse blog é mostrar que vocês não estão sozinhos, little monsters. A idéia é querer mostrar um espaço em que a juventude gay é divertida, emocionante, e por mais que eu odeie, muito dramática. Todo gay tem uma Paola Bracho dentro de si. No momento em que menos se espera, ela se evoca como se fosse uma pomba-gira. Mas enfim, voltando ao objetivo, o que a gente tá querendo trazer para esse blog é um conjunto de experiências de um grupo de jovens gays que estão vivendo a vida, da forma mais positiva. Queremos trazer nossas aventuras, fiascos e dramas pra cá, sem deixar de ser divertir! Mas mais que isso, queremos mostrar para aqueles que se sentem sozinhos, que tiveram um dia ruim, que esse dia passa, que sempre tudo pode mudar pra melhor, e, que, aqui, você tá entre amigos.
Como meu primeiro post, nada melhor que começar a conhecer melhor um deles. Podem me chamar de Darcy. Tirem suas excêntricas conclusões de porque esse nome, não é difícil. Eu não me lembro do primeiro momento em que senti atração por garotos. Segundo a lenda, nasce com a gente. Enfim, eu sei que sinto isso desde que me lembro por gente. Até os 15 anos, isso nunca me afetou conscientemente. Não é algo que eu pensava.
Com 16, 17 anos, eu sentia que havia algo diferente. Sim, gente, eu não era precoce, haha. A adolescência nunca é fácil nessa idade. Os famosos hormônios correndo no sangue. O tesão sempre presente por qualquer motivo. Mas a adolescência fica uma pitada mais difícil quando se é gay. Os outros integrantes poderão falar mais sobre isso, porque eu não tive experiências gays até meus 22 anos. Sim, sim, sim, salabin. Mas voltando a adolescência, eu tive os dramas de achar que gostava de gurias, mas sempre culpei minha timidez por nunca ter tiro coragem de chegar nelas. Eu era um gay tímido. Mais que isso, a catástrofe eram as espinhas e o aparelho. Posso dizer que minha adolescência foi feia em vários sentidos. Era muito desajeitado também, do tipo que bate a cabeça em portas ou derruba copos que nem sabiam que estavam na sua mão. Sim, eu quase afirmo que meus braços e pernas cresceram mais rápido do que eu estava capacitado. Mas vai um final feliz para quem está passando por esse momento: só dura quatro anos isso, mais ou menos, pode ficar tranquilo. Quando chegar aos 20 anos, as espinhas começam a sumir, o aparelho você vai tirar algum dia da sua vida, mesmo que leve anos, e pense, vai ter um sorriso infalível, e seus braços e pernas vão ficar compatíveis com o resto do seu corpo.
Passada a adolescência, que, pra mim, foi um pouco entediante, o que é raro nesses dias, eu cheguei nos meus 20 anos, que na minha opinião, foi o início de uma mudança drástica na minha vida. Eu comecei a pensar em garoto muito forte. Era algo que transbordava na minha mente. Eu me proibia de ficar observando os caras quando alguém tava do meu lado. Vai que essa pessoa visse isso, né? Mas enfim, essa vontade começou a crescer e eu fiz um msn somente para falar com caras do chat. Famoso chat, haha. Levou 6 meses para eu sair com o primeiro cara. O medo era maior que a curiosidade e, apesar de hoje em dia eu não saber porque tinha medo que alguém descobrisse, já que meu amigo loco falou que já sabia faz tempo (obrigado, por sinal, por falar 7 anos depois de ter me conhecido), era algo que fazia eu tremer só de pensar se alguém soubesse. Era proibido, errado, pecado. O que me ajudou, e muito, foi eu ter conhecido pessoas, que hoje em dia, eu considero para caramba. São mais que amigos, são pessoas em que eu me apoio, que eu torço, que eu conto 110% de mim, e não vejo um olhar de vergonha (exceto, naquelas vezes em que bebo e faço a Tereza Cristina na balada). São pessoas que me ajudam a continuar esse caminho novo, por vezes um pouco difícil, mas na maioria das vezes, divertido. Hoje, eu posso afirmar que estou vivendo minha vida e sendo feliz. Há um longo caminho a percorrer, mas sei que com eles, tudo vai dar certo.
A produção tá pedindo pra eu fazer minha saída, então vamos lá!
Esse blog veio pra mostrar um pequeno pedaço das nossas vidas, nesse mundo colorido. Mas não será só Queer as folk, minha gente. Queremos trazer assuntos que interessem nós mesmos. Algo que vimos e achamos legal de mostrar pra vocês. Queremos que vocês mostrem o lado de vocês também, o lado bom e ruim. Todos nós aqui estamos pra aprender e o blog é uma forma de conectar, de juntar e fazer um mix de experiências, idéias e opiniões. Desculpa aí se prolonguei demais, mas o primeiro post tinha que ser um ahazzo.
See ya!
Cria um blog hoje em dia é tão comum quanto mandar sms. Todo mundo quer se expressar de alguma forma, quer se expor, compartilhar, mostrar uma opinião, e até, ajudar. Bom, aqui estamos nós, ou por enquanto, ainda eu, querendo mostrar algo que já pode ter sido visto em outros blogs. Talvez não seja nenhum pouco original, mas também não é algo tão comum assim. Eu sou um garoto (olá!), comum, que viaja, gosta de praia, ler, sair com os amigos, provocar vexame com bebida, ou rir do vexame dos outros, beijar, ficar, rir, enfim, como qualquer outro garoto, porém com uma exceção. Eu gosto de garotos. Beleza, hoje em dia não é tão incomum também. Quem não gosta, certo? Fora os caras heteros, o resto do mundo gosta, não é?
Acho que o melhor jeito de poder explicar qual o objetivo que estamos criando esse blog é mostrar que vocês não estão sozinhos, little monsters. A idéia é querer mostrar um espaço em que a juventude gay é divertida, emocionante, e por mais que eu odeie, muito dramática. Todo gay tem uma Paola Bracho dentro de si. No momento em que menos se espera, ela se evoca como se fosse uma pomba-gira. Mas enfim, voltando ao objetivo, o que a gente tá querendo trazer para esse blog é um conjunto de experiências de um grupo de jovens gays que estão vivendo a vida, da forma mais positiva. Queremos trazer nossas aventuras, fiascos e dramas pra cá, sem deixar de ser divertir! Mas mais que isso, queremos mostrar para aqueles que se sentem sozinhos, que tiveram um dia ruim, que esse dia passa, que sempre tudo pode mudar pra melhor, e, que, aqui, você tá entre amigos.
Como meu primeiro post, nada melhor que começar a conhecer melhor um deles. Podem me chamar de Darcy. Tirem suas excêntricas conclusões de porque esse nome, não é difícil. Eu não me lembro do primeiro momento em que senti atração por garotos. Segundo a lenda, nasce com a gente. Enfim, eu sei que sinto isso desde que me lembro por gente. Até os 15 anos, isso nunca me afetou conscientemente. Não é algo que eu pensava.
Com 16, 17 anos, eu sentia que havia algo diferente. Sim, gente, eu não era precoce, haha. A adolescência nunca é fácil nessa idade. Os famosos hormônios correndo no sangue. O tesão sempre presente por qualquer motivo. Mas a adolescência fica uma pitada mais difícil quando se é gay. Os outros integrantes poderão falar mais sobre isso, porque eu não tive experiências gays até meus 22 anos. Sim, sim, sim, salabin. Mas voltando a adolescência, eu tive os dramas de achar que gostava de gurias, mas sempre culpei minha timidez por nunca ter tiro coragem de chegar nelas. Eu era um gay tímido. Mais que isso, a catástrofe eram as espinhas e o aparelho. Posso dizer que minha adolescência foi feia em vários sentidos. Era muito desajeitado também, do tipo que bate a cabeça em portas ou derruba copos que nem sabiam que estavam na sua mão. Sim, eu quase afirmo que meus braços e pernas cresceram mais rápido do que eu estava capacitado. Mas vai um final feliz para quem está passando por esse momento: só dura quatro anos isso, mais ou menos, pode ficar tranquilo. Quando chegar aos 20 anos, as espinhas começam a sumir, o aparelho você vai tirar algum dia da sua vida, mesmo que leve anos, e pense, vai ter um sorriso infalível, e seus braços e pernas vão ficar compatíveis com o resto do seu corpo.
Passada a adolescência, que, pra mim, foi um pouco entediante, o que é raro nesses dias, eu cheguei nos meus 20 anos, que na minha opinião, foi o início de uma mudança drástica na minha vida. Eu comecei a pensar em garoto muito forte. Era algo que transbordava na minha mente. Eu me proibia de ficar observando os caras quando alguém tava do meu lado. Vai que essa pessoa visse isso, né? Mas enfim, essa vontade começou a crescer e eu fiz um msn somente para falar com caras do chat. Famoso chat, haha. Levou 6 meses para eu sair com o primeiro cara. O medo era maior que a curiosidade e, apesar de hoje em dia eu não saber porque tinha medo que alguém descobrisse, já que meu amigo loco falou que já sabia faz tempo (obrigado, por sinal, por falar 7 anos depois de ter me conhecido), era algo que fazia eu tremer só de pensar se alguém soubesse. Era proibido, errado, pecado. O que me ajudou, e muito, foi eu ter conhecido pessoas, que hoje em dia, eu considero para caramba. São mais que amigos, são pessoas em que eu me apoio, que eu torço, que eu conto 110% de mim, e não vejo um olhar de vergonha (exceto, naquelas vezes em que bebo e faço a Tereza Cristina na balada). São pessoas que me ajudam a continuar esse caminho novo, por vezes um pouco difícil, mas na maioria das vezes, divertido. Hoje, eu posso afirmar que estou vivendo minha vida e sendo feliz. Há um longo caminho a percorrer, mas sei que com eles, tudo vai dar certo.
A produção tá pedindo pra eu fazer minha saída, então vamos lá!
Esse blog veio pra mostrar um pequeno pedaço das nossas vidas, nesse mundo colorido. Mas não será só Queer as folk, minha gente. Queremos trazer assuntos que interessem nós mesmos. Algo que vimos e achamos legal de mostrar pra vocês. Queremos que vocês mostrem o lado de vocês também, o lado bom e ruim. Todos nós aqui estamos pra aprender e o blog é uma forma de conectar, de juntar e fazer um mix de experiências, idéias e opiniões. Desculpa aí se prolonguei demais, mas o primeiro post tinha que ser um ahazzo.
See ya!
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